A vocação de S. Mateus

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um blogue desalinhado

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Os franceses têm Zidane, os portugueses João Salgueiro. Zidane passou-se porque um jogador lhe insultou a irmã, Salgueiro não suportou as marradas de um touro no seu cavalo. Saltou para o chão e enfrentou o bicho. Um homem contra um touro. O homem perdeu mas, por uma vez, bato palmas a um genuíno toureiro.
«Acho que o país está doido!», disse Santana Lopes na SIC notícias, e saiu a meio de uma entrevista em protesto por lhe cortarem a palavra para cobrir, em directo, a chegada de Mourinho a Lisboa. Como escreveu Brecht, há homens que lutam toda a vida e se tornam imprescindíveis. Outros têm momentos inspirados numa vida pública errática e merecem, por uma vez, o nosso aplauso. Mas chamá-los heróis é abusivo. Herói, improvável ou não, é Obélix.Etiquetas: Obélix, Pedro Santana Lopes
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Alan Greenspan, o ex-banqueiro central norte-americano, revela no "Daily Show" uma dose considerável de honestidade intelectual: antes de mais, admite que, com o sistema monetário que temos depois do padrão-ouro, não vivemos realmente num mercado livre. Toda a economia é condicionada pela unidade monetária de papel que circula em regime de monopólio e esta é administrada por "reguladores", que tomam decisões arbitrárias impostas a todos os agentes económicos. Sobre o processo de decisão desses "reguladores", Greenspan não podia ser mais claro: não sabem - ninguém sabe - fazer previsões e aquilo que usam são os dados disponíveis a toda a gente interessada. E é curioso que, perante perguntas do senso comum como as de Jon Stewart ("porque tem de existir um banco central?"), Greenspan não tenha nada para dizer em defesa do sistema. Se não estivessemos viciados no sistema inflacionista em que vivemos - que realmente penaliza o trabalho e a poupança, como Jon intui -, o que teria sentido seria restaurar o padrão-ouro (é o que Ron Paul anda a dizer na campanha para as primárias republicanas).
O Dr Ron Paul explicou mais uma vez porque é o melhor candidato presidencial norte-americano.
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Etiquetas: Dalai Lama, Tibete
Só uma personalidade rara como o décimo quarto Dalai Lama pode estabelecer uma ponte entre uma cultura tão exótica e remota como a do budismo tibetano e a cultura global em que vivemos. Ler o LivroTibetanos dos Mortos e Ética para o Novo Milénio permite compreender esse trajecto fascinante. Escrevi sobre o Dalai Lama e o seu projecto ético logo no início deste blogue, aqui.Etiquetas: Dalai Lama, luta contra o terrorismo
A RTP2 vai passar no próximo domingo, 16 de Setembro, a partir da meia noite e meia, duas curtas-metragens de Margarida Leitão: Parte de Mim (2006) e A Ferida (2003). A realizadora nasceu em 1976 e possui um curriculum cinematográfico preenchido, como se pode ver aqui, tendo realizado estas duas obras de ficção. É possível descortinar nestes filmes linhas de continuidade temática e estética: os sofrimentos femininos, a centralidade do corpo na exposição das emoções e a impotência das palavras perante a tragédia, o silêncio, as sombras.Etiquetas: cinema português, filmes, Margarida Leitão

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Regressado de férias, aproveitei uma pausa numa rentrée pesada para me pôr a par de muitos textos publicados sobre o «caso» do milho transgénico. Miguel Portas, cujas reacções imediatas contribuíram para o clamor em volta da história, escreveu um texto mais ponderado aqui. O post só indica que passou ao lado do essencial. A direita cumpriu o seu papel ao defender o direito de propriedade. A esquerda não percebeu que nesta história não se encontrava em causa apenas o direito de propriedade, mas também o direito do trabalho. O slogan da esquerda não era «a terra a quem a trabalha?». Neste caso, quem é que trabalha a terra – José de Menezes ou Gualter Baptista? Se uma cooperativa decidisse, em assembleia, cultivar milho transgénico o problema não era exactamente o mesmo? Se um grupo de «ambientalistas» atacasse uma cooperativa que cultivasse milho transgénico para quem é que iam as «simpatias» de Miguel Portas?Etiquetas: lutas ecológicas, Milho transgénico