Da crise do PSD e outras perguntas
Perdoem os caros leitores tantas perguntas sem respostas.
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um blogue desalinhado
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Em entrevista à RTP, frente a Judite de Sousa, Luís Filipe Menezes mostrou-se mais consistente do que seria de esperar em relação à oposição interna do seu partido. Quanto às questões de política nacional, recorreu à táctica do toca e foge. E não tocou na questão mais controversa do momento, a da avaliação dos professores. Mostrou que tinha as sondagens na ponta da língua e as soluções para o país debaixo da língua. Convenceu os que já estavam convencidos. Manifestamente, não chega.Etiquetas: Luís Filipe Menezes, PSD
Não me precipitei a lançar mão da palavra «populismo» para caracterizar Luís Filipe Menezes. Conheço mal o político. Se tivesse que recorrer ao pouco que conheço para desenhar uma escala de populismo no PSD colocava no topo Alberto João Jardim; alguns pontos abaixo Pedro Santana Lopes. E Luís Filipe Menezes abaixo de Santana Lopes. A merecer o benefício da dúvida, portanto. O recente episódio de aprovação de um empréstimo na câmara municipal de Lisboa esclareceu as dúvidas no pior sentido. Não se percebe como é que o PSD aprova o Plano de Saneamento Financeiro, que prevê não só o empréstimo de 360 milhões de euros com o objectivo de pagar a fornecedores, mas também discrimina e justifica mais uma tranche de 140 milhões de euros, para depois se revoltar contra o empréstimo. Acresce que 98,2 por cento da dívida em causa fora contraída durante o exercício do poder camarário pelo PSD. A solução encontrada para a crise aberta pelo PSD é «morna», que é como quem diz, nem aquece nem arrefece, não é pão nem queijo, não afirma nem rejeita: o PSD acordou em abster-se se o montante do empréstimo encolhesse para 400 milhões de euros.Etiquetas: António Costa, Câmara Municipal de Lisboa, PSD