
Joel Serrão (1919-2008) é dos poucos historiadores de quem lamento não ter sido aluno. Por reunir três qualidades que excepcionalmente se juntam num historiador: o fôlego enciclopédico e a capacidade de, nos tempos difíceis para a vida intelectual da ditadura, organizar o trabalho de historiadores de diferentes sensibilidades e perspectivas, qualidades sem as quais não teríamos o
Dicionário da História de Portugal; a paixão pela poesia que se manifestou em estudos sobre Cesário Verde ou Fernando Pessoa; o espírito pioneiro que o levou a abrir caminhos da História Contemporânea.
Sacuntala de Miranda (1934-2008) foi minha professora de História Económica e Social e lamento o imerecido silêncio sobre a sua morte. Um dos raros textos
in memoriam desta historiadora foi publicado na blogosfera
aqui.
PS Já depois de postar li este
texto do Fernando Martins que evoca os antigos professores Joel Serrão, Sacuntala de Miranda, Cordeiro Pereira, Luís Krus e A.H. de Oliveira Marques.
PS1 A imagem da lombada do Dicionário da História de Portugal é pobrezinha, mas, infelizmente, não se encontram imagens dos historiadores falecidos na blogosfera.
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