


Ontem à tarde, ao descer o passeio público da Avenida Sidónio Pais, vindo da Feira do Livro, descobri uma fracção de segundo demasiado tarde que a pedra da calçada sob o meu pé direito estava solta. A minha perna direita patinou calçada abaixo e o meu joelho esquerdo amparou a queda. O saldo do acidente foi o joelho esfolado e o gasto de uma cotonete embebida em Betadine. Com piores reflexos e má sorte tinha-me estatelado de costas no chão. Com a mesma dose de reflexos e sorte, uma pessoa idosa ou uma criança podia ter quebrado osso. Talvez por a hipótese lhes acudir à mente, as três idosas que subiam o passeio assustaram-se com o meu desastrado exercício de patinagem lítica, soltando exclamações num português de sotaque britânico. Levantei-me, rapidamente, aliviado por me sentir intacto e desejoso de chegar a casa para examinar o joelho. Hoje voltei ao local do acidente e fotografei-o com a minha máquina digital. Dedico as fotografias ao próximo presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Vale a pena arranjar isto. A imagem de uma cidade não vive só de grandes projectos, mas da atenção às pequenas coisas que podem fazer grandes danos.
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