sexta-feira, abril 11, 2008

A esquerda e o casamento

O valor fundamental da esquerda é a igualdade. O casamento é uma instituição igualitária. Logo, a esquerda devia defender o casamento.

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7 Comments:

Blogger CLeone disse...

Uma observação cardíaca (passe o trocadilho): igualdade não é igualitarismo, i.e., igualdade diz respeito a igualdade d eoportunidades e não a brigação de manter as situações (económicas, familaires, etc) estáveis a custo da sua irrealidade. A igualdade de oportunidades é própria da esquerda democrática; a outra é própria da esquerda autoritária (colectivista ou distópica), distinção que se encontra trabalhada num livro hoje noticiado no pasquim do JMF... :)
Abraço

4:14 da tarde  
Blogger CLeone disse...

E mais uma coisa: mesmo deixando Cardia à parte, eu diria que a Esquerda tem como valor principal a liberdade. A qual requer responsabilidade, igualdade e empenhamento no progresso para ser mais do que uma palavra vazia ou adulterada. Aqui estamos já na fronteira entre política e metafísica - sem ironia, julgo.

4:27 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

A esquerda defende o casamento. Defende-o tanto, de facto, que até quer permitir que os homossexuais se possam casar. Se a esquerda fosse contra a família procuraria impedir o mais possível as pessoas de constituir família; ora o que se observa é que, pelo contrário, procura ajudar os homossexuais a casarem-se, e também a adoptar crianças.

Logo, a esquerda, efetivamente, defende o casamento e defende a família. A direita é que é contra eles. Procura impedir que os homossexuais se casem, e procura garantir que as crianças que estão institucionalizadas não adquiram uma família que as ame.

Luís Lavoura

5:34 da tarde  
Blogger CLeone disse...

bom, direitas há muitas, também... se calhar era melhor diferenciar os conceitos usados em vez das famílais políticas por atacado, digo eu sem querer impingir metafísica a todos...

5:55 da tarde  
Blogger João Miguel Almeida disse...

Caro CLeone,
A igualdade a que me estava a referir era a igualdade perante a lei. Acho que a esquerda distingue-se da «direita civilizada» por procurar que esta igualdade não seja apenas uma declaração de princípios, mas seja o mais possível uma realidade de facto. Mas a esquerda também está dividida quanto ao conceito de igualdade. Igualdade de facto perante a lei ou igualdade económica atingida pela colectivização dos meios de produção? A segunda alternativa nunca foi atingida por um regime estável e deu origem a perversões terríveis.
Eu acho que a igualdade de que falo aqui é consensual à esquerda. A esquerda fez muito pela liberdade na História recente de Portugal. Mas também tenho de reconhecer que a liberdade pode ser um valor assumido por uma certa direita.
Enfim, a esquerda preocupa-se que a liberdade não seja só usufruída por uma minoria, mas pelo máximo de pessoas - daí associá-la à igualdade de oportunidades.
Caro Luís Lavoura,
Acho que os casais homossexuais que o desejarem devem ver a sua relação reconhecida e protegida pela lei e é secundário se se chama ou não a essa relação casamento. Quanto à adopção por homossexuais não tenho uma opinião formada. A lei actual não proíbe só a adopção por homossexuais. Proíbe também, por exemplo, a adopção por casais com mais de cinquenta anos. O que é muito discutível num período em que a expectativa de longevidade aumenta.

5:55 da tarde  
Blogger João Miguel Almeida disse...

PS
Caro CLeone,
Parabéns pela notícia e pelo livro que ainda não tive oportunidade de ler.
Abraço,

6:04 da tarde  
Blogger CLeone disse...

Olá
Sim, na igualdade perante lei estamos de acordo - incluo-a na própria definição de liberdade política.
Sobre a liberdade e a Direita: em Portugal, a Direita é de facto pouco amiga da liberdade, tal como muitas autoproclamada «verdadeira Esquerda» só a preza para a abusar (não só BE e PCP, mas também algum PS); mas há Direita comprometida com a liberdade, também.
Abraço

10:32 da manhã  

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