quinta-feira, agosto 31, 2006

Memórias fernandinas I.

Interroga e interroga-se a Ana Cláudia na caixa de comentários a este post acerca do motivo pelo qual serão tão cinzentas as memórias dos que agora andam pelos quarenta ou lá por perto quando recordam os anos pré-1980. Tirando o desabafo do Luís Aguiar Santos na mesma caixinha, não sei de mais ninguém que coincidisse comigo nas caracterizações que fiz sobre o Portugal de finais da década de 1970 a propósito da evocação da “Visita da Cornélia.” Mas isso é natural uma vez que não costumo andar por aí atrás de cada um tentando perceber o que pensa, se é que pensa alguma coisa, sobre a década de 1970. De qualquer modo basta ir aqui e aqui (vejam-se também comentários e respectivos links) para perceber como para muitos, e legitimamente, a segunda metade da citada década terá sido radiosa – e não estou a pensar naqueles que na altura, por assim dizer, já tinham idade para ter juízo. Por mim, no entanto, terei muito gosto em evocar aqueles anos e tentar explicar por que razão me pareceram, e me parecem cada vez mais, tão tristes e deprimentes.
Nasci à uma da tarde em Lisboa num Domingo muito chuvoso, no dia em que a Revolução Bolchevique, segundo o calendário gregoriano, completava 48 anos…
Adenda: Só agora notei que o texto não tinha saído como pensava. Carreguei no que alterei.

2 Comments:

Blogger Luís Aguiar Santos disse...

Para responder à Ana Cláudia: as minhas memórias daquele período não as contraponho ao antes (de que não me posso lembrar), mas ao depois. E é uma contraposição baseada em coisas comezinhas, sempre com a quantidade e o colorido a menos antes aí de 1986-87 e a mais depois: por exemplo, na televisão e nos supermercados (e comércio em geral).

1:26 da tarde  
Blogger Ana Cláudia Vicente disse...

Fernando, Luís,
muito obrigada pelas vossas notas-memória.

12:45 da manhã  

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