segunda-feira, setembro 11, 2006

Do revisionismo ao negacionismo.

Nunca como neste 5.º aniversário do 11 de Setembro foram tantas as vozes dizendo que os ataques terroristas tiveram – como têm e terão – causas profundas e que foram, de uma maneira ou de outra, provocados pelos EUA, pela hidra judaica, pelo Ocidente. Como no discurso acerca da criminalidade politicamente correcta – roubo, furto e um outro tipo de violência – os carrascos são sempre as principais vítimas, para não dizer as únicas vítimas. Se continuamos assim não apenas deixará de exstir um consenso mínimo acerca daquilo que sucedeu nos EUA há meia década, como estou certo que se generalizará a ideia de que, afinal, o 11 de Setembro nunca existiu. E note-se que não estou a falar em documentários ou livros alimentados por teorias da conspiração. Acontecerá, isso sim, que no discurso dominante seja inevitável que o revisionismo de hoje seja substituído pelo negacionismo de amanhã.

3 Comments:

Anonymous redactores disse...

Hoje, o "Não li nem quero ler" tem o prazer de destacar Rita Ferro e Margarida Rebelo Pinto.

http://naolinemqueroler.blogspot.com/

8:38 da tarde  
Blogger CLeone disse...

Inteiramente de acordo. Com o pensamento e com o uso dos termos.
CL

3:30 da tarde  
Blogger Joao Pereira disse...

Estes 5 anos de distancia sao curtissimos para analisar a história, mas não quero deixar de chamar a atenção para este artigo fabuloso da Foreign Affairs deste mês. É que apesar das questões sobre quem fez o quê ou como, mais importante é analisar o que foi feito após os ataques e esses sim, são resultados palpáveis de perca de liberdade, de controlo policial, de medo generalizado e no entanto será que existe mesmo razões para isso?

1:45 da tarde  

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