sexta-feira, maio 25, 2007

Lino, o Espontâneo, no País das Maravilhas

Se há alguma coisa em que o comentariato e blogosfera nacional parecem estar de acordo em tempos recentes é que o Governo Sócrates quer pesar demasiado na comunicação social e que pensa demasiado na forma como se apresenta em público. Um governo espontâneo, que não se preocupasse com a sua imagem era portanto o que convinha ao povo.

Eis que surge, mesmo a pedido, Mário Lino. O ilustre ministro desde a Pequim até Lisboa tem brilhado como um adepto deste estilo espontâneo de comunicação. É evidentemente daqueles que acreditam que um improviso é mesmo improvisado. Não creio que alguém disputará seriamente que as suas afirmações recentes sobre o novo aeroporto foram pensadas, repensadas, revistas e buriladas por um gabinete de imprensa.

Lino é portanto o homem que o comentariado e o blogues tanto reclamavam! Seria natural que aclamassem este estilo franco de fazer política. Mas não. Parece que neste pobre País das Maravilhas tão necessitado de espontaneidade na político, o ministro espontâneo afinal é o homem das gafes, que são uma coisa muito má e de que se deve pedir desculpas!!! Voltem gabinetes de imprensa, afinal estão perdoados?

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