segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Almanaque do Povo

Destaque: para o blogue Os Livros Ardem Mal, registo homónimo dos encontros mensais sobre livros e escritas que vão acontecendo no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra.

Divulgação: O 4º colóquio 2007/2008 promovido pelo Centro de Reflexão Cristã terá lugar já amanhã, no sítio do costume, e abordará o cristianismo nos media portugueses. Com chuva ou sem ela, o painel promete conversa animada: intervirão António Marujo, Francisco Sarsfield Cabral, José António dos Santos, Manuel Vilas-Boas e Paulo Rocha. Apareçam.

Coisas bonitas: Decorridas, entre outras, as semanas de moda (Outono/Inverno 2009) de Nova Iorque, Londres e Milão, e aproximando-se a largos passos a de Paris, enviamos desde já felicitações à ModaLisboa, que entre 6 e 9 de Março terá a sua trigésima edição, desta feita no Casino Estoril. Quem não puder lá ir mas quiser ir sabendo o que emerge do evento poderá passar pelo recém-criado blogue. Excelente iniciativa: quem como esta que aqui escreve tem interesse em acompanhar o que vão fazendo os designers portugueses exaspera-se com o enquadramento quase exclusivamente cor-de-rosa-fútil que a comunicação social, mesmo a "de referência", tende a dar destes eventos sazonais, como se a moda fosse uma futilidade, e não uma actividade produtiva (e expressão artística) relevante. [Perguntinha de algibeira: alguém sabe se existe um sartorialist ou dévisageur, cá pelo burgo?]

Coisas tristes: muitas foram as vezes que que passei pelo local entre Queluz e Belas onde hoje, por causa da enxurrada da madrugada, se despistou um automóvel com duas pessoas (uma falecida e outra, até agora, desaparecida). Aquele troço da EN 117 (Avenida Miguel Bombarda/Rua Alexandre Herculano, que fazendo há décadas a ligação entre ambas as localidades ainda não mereceu um passeio para os peões que aí circulam, pelo que os atropelamentos não são raros) segue paralelo e colado à ribeira do Jamor, atravessando um quadro de total insensatez urbanística. Ali, como pela ribeira acima e abaixo, foi autorizada a edificação de dúzias de prédios em leito de cheia. Ligando uma cidade a uma vila praticamente contínuas, não sei se terá responsabilidade sob esse pedaço da EN 117 a autarquia (que tutela a manutenção viária no interior dos aglomerados urbanos), se o poder central. Mas faz muita confusão que o ministro Nunes Correia, logo à partida e com tanta pressa, se tenha descartado de eventuais responsabilidades quando se estão ainda a apurar casos e estragos. Última nota: querem saber qual o nome escolhido (pelo seu construtor) para o prédio que se ergue (desde meados dos anos 90) em frente do local em causa? Edifício Titanic. Não, não estou a gozar.

Adenda
: o Berra-Boi esclarece aqui o imbróglio fluvial. Tendo em conta que já escrevi sobre isto [... momento publicitário], devia saber a coisa de cor. Fica a correcção.
[Imagem: um dos velhos almanaques gauleses dos PTT]

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