sexta-feira, setembro 29, 2006

As Estheres e os Vascos das nossas vidas



Hoje, no recreio, à tarde, vejo uma "niña" alta, magra e morena despedir-se com um acenar convicto e uma mirada directa. O Vasco responde da mesma forma. Com o pai ao lado, não se descose. Não falo no assunto. Vamos às compras ao supermercado, depois para casa. Com a mãe em casa, banho tomado, ambiente descontraído e "telepizza" à nossa frente puxo o assunto. Quem é a "niña". Descrevo-a e recordo-lhe quando e como foi. O rapaz volta a não se descoser - é a segunda vez! Lá diz que é a Esther mas a televisão ligada ajuda-o a proteger-se do espírito bisbilhoteiro do pai. Insisto, sempre na brincadeira. Finalmente, consigo que reaja. Tapa a cara com o guardanapo. Para quem tem 4 anos defende-se bem. Esconde o que lhe vai na alma, porque algo lhe vai na alma. A mãe enxota-me e aproxima a cara do filho. Lá lhe confessa, não sei por que palavras, que "le gusta la chica!" O pai - e também a mãe - trocam sorrisos mais babados do que abertos, mas felizes. Uma daquelas parvoíces que só os pais entendem. Lembrei-me logo das "Estheres" da minha vida quando tinha 5 ou 6 anos e do "Capuchinho Vermelho." A mãe que me desculpe!

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