terça-feira, março 14, 2006

Cohn-Bendit: o argumento vinícola


Daniel Cohn-Bendit, o antigo dirigente do Maio de 68, sugeriu ao primeiro-ministro francês que fosse conversar com os estudantes levando umas garrafas de bom vinho. Liderou uma geração que «pedia o impossível». Agora acha que os jovens ameaçados pelo desemprego se devem contentar com uns copos de tinto. Não passa pela sua cabeça de burguês privilegiado que os jovens querem é arranjar trabalho com direitos que lhes permita ter uma vida decente e gozar a felicidade possível.

5 Comments:

Blogger canto ainda mais escuro disse...

puxar as orelhas ao Vicente é bom
http://aindamaisescuro.blogspot.com

11:31 da tarde  
Blogger Ricardo Gonçalves Francisco disse...

"ue os jovens querem é arranjar trabalho com direitos que lhes permita ter uma vida decente e gozar a felicidade possível."

Estou confuso. Se é isso que querem porque contestam as leis em questão?

Se lançassem estas leis em Portugal, sei de pelo menos uma empresa que contrataria mais 3 jovens já...e não era para substituír ninguem.

3:56 da tarde  
Blogger João Silva disse...

Em Portugal nem um copo de vinho oferecem á malta quanto mais emprego!
Gostei do vosso blog, está bem escrito, actual e diz umas boas verdades... vou continuar a vir ver o que se passa por aqui.
Entretanto estão convidados pra dar um salto a
http://agarrem-nossenaoeumato-me.blogspot.com/
se gostarem de rir de coisas sérias(outras nem por isso) pode ser que gostem. abraço

5:02 da manhã  
Anonymous RV disse...

Pois é João, nem uma bejeca! A verdade é que a maior parte da malta se agarra a uma ideia de emprego que tem os dias contados... E não é só para os jovens... O mundo muda a um ritmo assustador e as pessoas assustam-se com isso, procurando agarrar-se a um qualquer destroço flutuante que também pouca segurança oferece.
A geração liderada por D. Cohn-Bendit pediu o impossível, mas também não o obteve, só obteve o possível... A nossa nada pede, limita-se a anuir com a cabeça, a empregar os seus dotes de sedução (vulgo graxa) onde os julga mais úteis (o que é, já de si, um sintoma da pobreza que grassa nessas cabecinhas: a sedução funcional é uma espécie de insulto à prática da mesma) e a viver centrada num umbigo que, na maior parte das vezes é caracterizado pela inutilidade. As pessoas que merecem trabalhar e que têm algo a dar à sociedade onde vivem, não se queixam de falta de trabalho... E, se fosse comigo, até agradecia o copo! Desde que acompanhado por um bom petisco!

11:28 da manhã  
Blogger Mais Notas Soltas disse...

Pois. E atirar com um cocktail molotov para cima da polícia é uma maneira de arranjar trabalho.

11:39 da tarde  

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