sexta-feira, março 10, 2006

Saída à Francesa


Cada vez gosto mais deste homem! O Grande Timoneiro! O Pai da Pátria! O Pai da Democracia Portuguesa! Na linha, aliás, daquilo que o grande Sócrates, o paladino do reformismo socialista, fez na noite das eleições presidenciais!

8 Comments:

Blogger bruno cardoso reis disse...

Já somos dois. Soares esteve na cerimónia de posse. Ir para a fila para cumprimentar um adversário que não respeita especialmente? O beija mão francamente é uma cerimónia deprimente, que o Sócrates e bem dispensou na sua tomada de posse. Estamos numa monarquia, por acaso? Se estivéssemos ao menos a coisa era feita com algum profissionalismo e sentido estético.

1:43 da tarde  
Blogger Ana Cláudia Vicente disse...

Ó Bruno, em havendo "beija-mão", como lhe chamas, é evidente que Soares deveria lá ter ido. Como disse o Eduardo Pitta, antes tivesse "furado" a fila a ter saído de fininho.

Que ele não respeita Cavaco já tínhamos todos reparado, mas que um estadista experimentado como Soares se dê a amuos destes só denota casuísmo e desrespeito pelo eleitorado em geral. É que já nem vou à história do "fairplay"...

4:01 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Isto até parece o tempo do Salazar.
O que se comenta é o facto de o outro não ter apertado a mão a sicrano, as boas maneiras e etiqueta, etc...as Paulas Bobones do comentario politico.
Depois dizem-se liberais, não sabem o que é o liberalismo, e não o reconheceriam sequer, se este não lhes fosse apresentado e recomendado por vetustas almas, depois de ter passado pelo crivo e análise da lupa "neo-salazarista".O problema é que o que resulta desse crivo é mais um conservadorismo corporativista, que foi personalizado pelo ultimo Governo Barroso. Sem rasgo, sem ideias, tomando medidas fora dos tempos, dedicando-se á espera de Hayek.
No presente caso (o de Soares) o que se lhe não perdoa nem é o facto de não ter cumprimentado Cavaco, o ressentimento vem desde a descolonização, e é isso que não lhe perdoam. Os ressabiados do Salazarismo.
Se recuassem um pouco veriam que o tal Cavaco nem se dignou aparecer na tomada de posse do presidente que agora condecorou, e do qual foi o principal contendor. Nem sequer lá pôs os pés.
Mas o que é que isso interessa?
O que interessa é soltar os instintos (baixos) e espumar a raiva radicada desde o 25 de Abril, e que agora encontrou um ambiente propicio á sua propagação. Bem Hajam, assim acentuam-se higienicamente as distâncias entre nós.

11:32 da manhã  
Anonymous tina disse...

Pois é! È que há muito "eleitorado em geral" que não elegeu o economista de Boliqueime, nem a clientela que transporta...Relembrem-me popr quantas décimas se safou da 2.ª volta?...

Tina

7:09 da tarde  
Anonymous Memória Curta disse...

Em tudo esteve igual a si próprio, agiu de acordo com a sua consciência, sem hipocrisia. Mas esteve lá! Algo que o recém-empossado Presidente não fez, quando, há dez anos, foi derrotado por Sampaio.

In Público, 11 de Março de 2006, p. 11.

7:41 da tarde  
Blogger Luís Aguiar Santos disse...

Acho que certas coisas não se devem justificar. Soares é um ex-presidente, não é um político qualquer. Tem mais deveres de compostura que um político "qualquer".

1:01 da manhã  
Blogger bruno cardoso reis disse...

Luis e Claudia, tambem acho que certas coisas sao injustificaveis. O facto de Cavaco ter faltado, como lembra o Memoria Curta, a posse de Sampaio quando perdeu, por exemplo. Isso legitima pelo menos a suspeicao de que nao reconhece plenamente a vitoria do seu adversario. Soares esteve na parte formal da cerimonia.

Outras tem justificao. O facto de Soares nao ter ido ao beija mao, que a ter algum sentido e o de voluntaria demonstracao de simpatia pelo novo presidente.

Alias politicamente ele nao podia ganhar nesta situacao. Ir para a fila era uma humilhacao. Nao ir para a fila e logo choviam acusacoes de que e um mal educado. Ou nao aparecer.

PS Tambem concordo com essa das Paula Bobones do comentario politico. Discursos? Isso e coisa chata.

12:06 da tarde  
Blogger Ana Cláudia Vicente disse...

Bruno,
"ter a ganhar" é lá conta que um estadista faça na tomada de posse de um outro Presidente da República? Repito o que perguntei no Insónia do Henrique Fialho: desde quando a indelicadeza democrática passada de um atenua a indelicadeza democrática presente de outro? Que raio.

4:19 da tarde  

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