segunda-feira, maio 26, 2008

Desigualdades

As recentes notícias que dão conta de um agravar do fosso que separa ricos e pobres são deveras preocupantes. Todo o ruído que normalmente surge em torno de quase todos os temas da vida nacional associado ao monopolismo noticioso a que assistimos hoje com a selecção nacional de futebol não ajudam a uma reflexão séria sobre estas graves constatações.
O problema de fundo prende-se com a distribuição da riqueza. Eu não sou economista, nem comunista, nem capitalista, nem penso sequer que seja possível evitar que, quer a nível do Estado, quer a nível privado, os lucros ou os méritos de uma carreira possam ser divididos de uma forma minimamente justa por todos os colaboradores.
Tenho no entanto uma proposta que, porventura ingenuamente, aqui partilho.
Uma forma de intervenção possível, na tentativa de diminuir este fosso, seria as instituições empregadoras facilitarem as actividades de voluntariado dos seus colaboradores. Com o acréscimo do trabalho voluntário, uma tarde ou manhã por semana, por exemplo, certamente que as múltiplas iniciativas que existem poderiam ajudar a minimizar este fosso. Só uma "sociedade civil" (não gosto muito deste termo) activa poderia influenciar decisivamente os processos de formação e auxílio daqueles que se encontram numa situação não privilegiada.
Fica a proposta de uma consciência cristã que se aflige com toda a alienação de um individualismo excessivo. Ajudar o outro sem fazer "caridadezinha" é ajudar, parece-me, toda a comunidade. Não só os "pobres" mas também os "ricos". Mesmo aqueles que se estão nas tintas para a fome que existe em Portugal.

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