segunda-feira, fevereiro 12, 2007

“Top-models”.

Desde 1976, e até ao momento em que António Guterres abandonou a chefia do Governo por causa do “pântano”, a Europa foi o modelo, ou a referência, para os líderes dos dois maiores partidos políticos portugueses. Era a “luz” que iluminava a pátria e mostrava o caminho a percorrer. Com Durão Barroso e Paulo Portas como a “Europa” deixou de estimular, porque demasiado abstracta numas coisas e demasiado prosaica noutras, o “modelo” passou a ser a República da Irlanda. Entretanto, e com Sócrates a mandar, já tivemos vários “modelos”. Primeiro foi a Finlândia, fosse por causa do “choque tecnológico”, fosse por causa do sistema de ensino – devoção que, aliás, Jorge Sampaio também partilhava. Depois foi a vez da Dinamarca por causa da “flexi-segurança”. Agora é a Alemanha, por causa da liberalização do aborto. Como se o sistema nacional de saúde alemão que, por exemplo, tem médicos a mais, se pudesse comparar ao português. De tudo isto o que é que fica? Um enorme delírio. Um delírio com mais de trinta anos.

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