quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Daniel Oliveira Salazar

O que verdadeiramente importa é o facto de Daniel Oliveira, ao ver escarrapachada na RTP uma opinião diferente da sua sobre o defunto presidente do Conselho – supondo que sobre Oliveira Salazar Daniel Oliveira tem uma opinião digna desse nome –, se apressar a evocar a censura (que designa como "serviço público de televisão") e, portanto, os para ele saudosos princípios e primorosas instituições da Ditadura Militar e do Estado Novo – embora em linguagem pós-moderna. Ao lermos ou ouvirmos Daniel Oliveira “sobre” Oliveira Salazar uma coisa é certa. Sobre o defunto ditador não aprendemos nada. Sobre as grandes linhas do pensamento de Daniel Oliveira ficamos elucidados.

7 Comments:

Anonymous Daniel Oliveira disse...

Seria mais fácil citar o que escrevi. E se viu o cocomentário nem trata nenhum dos assuntos que o senhor referiu. E afrma que noTarrafal se morreu de doença.

Quanto ao título: que o senhor não merece atenção, é coisa que sabia. Fosse da sua laia e respondia-lhe à letra. Mas não perco tempo com indigentes mentais.

10:28 da manhã  
Blogger Fernando Martins disse...

Caríssimo Daniel Oliveira,
Sempre, mas sempre, a considerá-lo! Mesmo que um dia me pudesse mandar para um campo de reeducação.

12:34 da tarde  
Blogger Ana Cláudia Vicente disse...

Perca pelo menos o tempo de googlar o currículo académico e profissional da pessoa que apoda de "indigente mental", Daniel Oliveira, e talvez perceba por que razão fala ela deste tema com mais propriedade do que V.Exª.

5:01 da tarde  
Blogger MP-S disse...

O documentario foi, na minha opiniao, muito mediocre. Por varios motivos:
primeiro, no que diz respeito 'a forma, esteve mal realizado e mal apresentado;
quanto 'a substancia: esteve muito mal fundamentado.

JNP diz que as accoes de
Salazar foram sempre norteadas pela defesa da independencia e do interesse
nacional. Em momento algum, demonstra de forma critica como e'
que as accoes concretas foram a concretizacao desses valores. Diz que
Salazar apoiou Franco porque, caso a Republica vencesse a guerra civil, a
independencia nacional estaria em grande risco (evidencia para isso?
nenhuma); diz que foi Salazar que serviu de intermediario entre a
politica de Franco e os Aliados como se fosse evidente que os paises
ibericos fossem favoraveis aos aliados desde o inicio da guerra (nenhuma
evidencia, e' ate' caricato ver o Salazar a explicar aos aliados as
subtilezas de Franco, onde estao os testemunhos dos ingleses ou americanos
para substanciar estas hipoteses?);
diz que temos de compreender a
politica interna de Salazar tendo em conta o contexto internacional do
comunismo e estalinismo
(nenhuma evidencia que o comunismo fosse um perigo para Portugal,
especialmente depois do fim
da segunda guerra), nao menciona a perseguicao aos academicos
(matematicos, fisicos, etc.) da
universidade portuguesa (de que maneira expulsa'-los da universidade por
motivos politicos
podera' ter sido vantajoso para ointeresse nacional, fosse economico ou
cultural, e' obvio que so' foi prejudicial); nao
analisa de forma critica a politica colonial de Salazar numa epoca em que
os imperios coloniais
europeus estavam a ser desmantelados ate' por motivos economicos (os
paises mais ricos da Europa
nao tinham condicoes economicas para manter os seus imperios, como e' que
Portugal poderia ter? em que circunstancias? de que maneira?); ate' o
crescimento economico de Portugal era em parte exogeno (os 30 anos de
magnificos da Europa Ocidental) e dependente dos mercados das
colonias (ja' que as nossas exportacoes eram totalmente nao
competitivas para qualquer outro sitio); omite as
perseguicoes politicas, a existencia da PIDE, a censura previa (ate' quase
ao fim do programa); omite totalmente os assassinatos feitos pela PIDE, a
falsificacao de eleicoes,
o assassinato de Humberto Delgado. E podia continuar.

Onde e' que a grande honestidade e incorruptibilidade de Salazar entra
nesta equacao e' um misterio insondavel... tudo o que descrevi acima
demontsra que foi um politico corrupto ate' aos cabelos. Ou a corrupcao e
desonestidade acaba na quantidade de dinheiro que um tipo desvia para o
proprio bolso?

Nao e' uma questao de simpatizar ou nao com Salazar. Isso e' secundario. Importante,
mas secundario. E', pura e simplesmente, um pessimo trabalho de divulgacao historica. O que e'
deprimente em Portugal e' as pessoas optarem por
promover estes trabalhos de tao fraca qualidade em vez de apostar em
programas serios que recorram a varios estudiosos, que ponham varios
pontos de vista em confronto, que sejam criticos e
rigorosos.

6:07 da tarde  
Blogger Ana Cristina Ferreira disse...

Daniel Oliveira mostrou que neste país só se pode ver aquilo de que ele gosta.

Muito mal estaria este país com estes srs do bloco vermelho no poder e a mandar na RTP.

6:49 da tarde  
Anonymous Daniel Oliveira disse...

Ó Fernando, nem mesmo um perigoso tiranete como eu seria capaz de tamanha tortura contra os restantes presos.

9:02 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

Esta reunião dos chamados resistentes anti-fascistas em Santa Comba Dão, querendo impor às gentes locais os seus pensamentos, é uma nova forma de ditadura. Onde está a liberdade de pensamento que é um dos pilares da democracia ? Será que, 32 anos depois do PREC, não estamos a assistitir a uma tentativa de reabilitar resquícios desse tempo ditatorial ? As gentes de Santa Comba Dão têm o legítimo direito de direccionar os destinos da sua autarquia. Essa é uma das virtualidades do poder local, assente no espírito do 25 de Abril. Sonegar isso é renegar a democracia.
Sou a favor da criação do Museu alusivo ao Prof. Oliveira Salazar para todos conhecermos a história exacta da 2ª República que certos pseudo-democratas querem, à viva força, encobrir. A História não se pode apagar. O problema, para esses, é que o redescobrir da história desse período é o mostrar da grande dimensão de estadista que foi Salazar. E isso é que os incomoda. Os denominados "resistentes antifascistas" não passam dum grupelho social-fascista, comunista e acólitos de extrema-esquerda. Vivemos em Democracia, não vivemos no PREC de 1975.
A única coisa que interessa aos grandes arautos da "Democracia" e da "Luta Antifascista" é manterem-se no poder ad aeternum, contra ventos e marés, para poderem lucrar à custa do Povo que esmagam. E nem sequer permitem qualquer oposição ideológica: para os que lhes fazem frente em nome da Integridade da Pátria não têm qualquer pejo em prescrever censura e até prisão, ferreteando-os de «fascistas !!!!!!!».

12:33 da tarde  

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