quinta-feira, julho 06, 2006

Eu, qual comentador de futebol...

Não acredito no fado português nem na invencibilidade francesa. É verdade que percebo pouco de futebol e só costumo ver os jogos internacionais, mas, já que investi algum tempo e vasta emoção na equipa portuguesa, não posso deixar de procurar explicações para o que aconteceu. A arbitragem teve falhas e os portugueses cometeram erros. Pauleta foi uma má escolha, no contexto de uma equipa com dificuldades em passar-lhe a bola e de um adversário que o conhece de ginjeira do campeonato francês. Postiga não esteve à altura do acontecimento e Nuno Gomes merecia uma oportunidade de mostrar o que valia. Cristiano Ronaldo é um craque, que, no entanto, joga demasiado sozinho e fica rapidamente marcado por três ou quatro adversários. A Deco e Costinha faltou inspiração. Ricardo é que permanece acima das críticas, quase defendendo um penalty indefensável. Apesar dos defeitos, podiam ter ganho se tivessem sorte ou se aos adversário faltasse Zidane. Honra lhe seja feita, jogaram até ao fim com vontade de meter golos. Lembro-me que, na final do Euro 2004, o Pedro Oliveira colocou no Barnabé o poema «Quase» do Mário de Sá-Carneiro. Neste caso aplicava-se melhor o início de um soneto de Camões: «Erros meus, má fortuna, amor ardente».
Fonte da Imagem: Record

4 Comments:

Anonymous propranolol disse...

Foi você que falou em fado português? Mas então uma final não pode ser direccionada? O que é um árbitro? França-Alemanha faz ou não faz rodar uns eurositos? Quem é Portugal? Pois é.

12:03 da manhã  
Anonymous propranolol disse...

Aliás França-Itália. Tanto faz.

1:45 da manhã  
Blogger sabine disse...

"Não acredito no fado português nem na invencibilidade francesa". Nem eu. Mais tarde ou mais cedo, todas as equipas perdem.

Uma sugestao: porque nao substituir "crack" por "craque"?

1:57 da tarde  
Blogger João Miguel Almeida disse...

Aceito a sugestão e dou boas-vindas às críticas construtivas.

2:17 da tarde  

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