quinta-feira, abril 27, 2006

O Harém de Jerónimo


Ao contrário daquilo que disse Vital Moreira no Causa Nossa, é óbvio que o discurso de Cavaco Silva na Assembleia da República no passado dia 25 provocou amargos de boca à esquerda e não à direita. Sócrates veio dizer que o Governo e o Estado – não podia ser doutra maneira – já estava a gastar e ia ainda gastar mais dinheiro a combater a "exclusão". Ignorou o chefe do Governo, propositadamente, e como hoje de manhã recordou Ângela Silva num comentário na Rádio Renascença, que o Cavaco pedira sobretudo o empenhamento da sociedade e não do Estado – embora este também tenha um papel a desempenhar – no combate à "exclusão".

Francisco Louçã e Joana Amaral Dias alardearam que não iam em pactos, embora também afirmassem que a preocupação com a "exclusão" demonstrada pelo presidente da República era de louvar. Medeiros Ferreira ainda não disse nada de relevante sobre o tema no seu blogue. Alegre ficou embatucado. Aguardemos aquilo que Vasco Pulido Valente dirá, mas é óbvio que serão sempre comentários de uma outra dimensão. A UGT aplaudiu o discurso, ao mesmo tempo que Carvalho da Silva, e tanto quanto me tenho apercebido, se mantém calado (a reacção acontecerá no 1.º de Maio). Resta o PCP. Jerónimo de Sousa, que balbuciou umas críticas e uns meios-elogios na Assembleia da República logo após o discurso, ganhou fôlego e já disse aquilo que efectivamente pensa sobre o discurso. Hoje, o Público on-line dá conhecer a verdadeira dimensão da reacção. De tão estimulante faço apenas votos para que nada tenha que ver com o facto de ter jantado rodeado de 250 mulheres – ainda por cima "trabalhadoras" de uma única empresa.

1 Comments:

Blogger ruy disse...

Cavaco e o discurso...

Somos 10 milhões com 2 milhões de pobres.
Creio nada ser mais humilhante para a esquerda e o “seu” 25 de Abril de 1974, do que esta constatação salientada em dia de festa por Cavaco.

10:24 da tarde  

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