sexta-feira, abril 28, 2006

Ventos de Espanha


A remodelação governamental espanhola forçada, nos primeiros dias de Abril, pela vontade de sair manifestada pelo então ministro da Defesa José Bono, não indicia nada de bom. Em primeiro lugar porque provocou instabilidade numas Forças Armadas já bastante divididas e desmoralizadas por causa da forma como Zapatero tem gerido a questão da reforma dos estatutos das nacionalidades, a começar pelo da Catalunha. Em segundo lugar, porque deixou claro que como membro do Governo e do PSOE Bono é o rosto mais visível de sectores da esquerda que não aceitam a política para as nacionalidades – e provavelmente também para o terrorismo basco – de Zapatero. O discurso de despedida de Bono foi exemplar quanto aquilo que pode estar ao virar da esquina. Finalmente, e como se não bastasse, o novo ministro da defesa anda um bocado atrapalhado, para não dizer mais nada, na escolha de algumas das novas chefias militares.

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