segunda-feira, janeiro 23, 2006

A Propósito de Mãos à Obra

No perfil que Daniel Piza traçou de Paulo Francis dei pela primeira vez com o jobbism. À boca da década de oitenta, um Francis de meia-idade desiludira-se com tudo o mais que não estivesse ao seu directo alcance: "Procuro ser um bom jornalista, cumprir o meu dever, ganhar a vida. É um triste destino para quem achava que podia fazer tanto por seu país." A máxima ecoava a mundividência de um outro jobbist, Edmund Wilson. Continuando a puxar da meada, chegamos a Oliver Wendell Holmes, o mais chão dos Transcendentalistas.
Um destes homens suportou a ditadura, outro desiludiu-se com a democracia, e outro participou numa guerra fratricida. Une-os a todos a descoberta da dignidade profissional enquanto último e inoxidável instrumento de participação social. Não será a pólvora, mas para mim o jobbism foi um achado. Que funcionará, quando muita gente o achar também.

2 Comments:

Blogger Luís Aguiar Santos disse...

Eu diria que mais importante que a "participação social" é estarmos de bem com Deus. O resto virá por acréscimo. Mesmo o "jobbism"...

5:04 da tarde  
Blogger Ana Cláudia Vicente disse...

Luís, o teu comentário levanta questões identitárias que ainda não toquei: fé e religião no espaço comum, laico e secularizado. Hei-de fazê-lo em breve.

8:40 da tarde  

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