terça-feira, janeiro 24, 2006

É Oficial: Portugal já é a Califórnia da Europa!

Do declínio no espírito marcial e macho do cowboy americano (com as consequências sabidas no Iraque), até aos benefícios da presidência iminente de Cavaco Silva (e seus vastos conhecimentos internacionais) muito haveria a dizer. Mas enfim, correndo o risco de repetir o João Miranda, resumiria a moral da história assim: nós queixamo-nos dos chineses, os americanos queixam-se de nós, assim vai a globalização.
Parece em todo o caso que ainda temos algumas vantagens competitivas insuspeitas. Nem que seja a tiro. É só esperar que Hollywood e Sillicon Valley, Harvard e Stanford (já que o MIT está no papo) sigam o mesmo caminho da Winchester.

[Foto: gentilmente cedida por John Ford (ele pelo menos não se queixou até agora)]

1 Comments:

Anonymous Anónimo disse...

Não é exactamente assim. O que disse, algures em comentários ao Público e ao Expresso, foi que Portugal, com a eleição do analfabeto funcional mais popular da Europa, já não seria apenas a Nova Califórnia, mas todo o Far-West. Que a Portugal melhor fora que adoptasse designação mais própria de terra devota de xerifes e nostálgica de Baltazar: a de Oeste Selvagem. Já agora, acrescento que, no novo Bolical, as obras do regime deixarão, automaticamente, de ser Ota ou TGV. A prioridade é a construção de um bolicódromo, um mega recinto onde o grande líder, assessorado por outros pastores da IURD, possa operar o milagre do desenvolvimento. E também talvez seja de fazer notar o quanto de deriva fascistóide representa a afirmação, tranquila e impune, de que se será o «presidente de todos os Portugueses». O indivíduo será apenas e somente o Presidente da República. Eu não me confundo com a República nem a República comigo. É afirmação própria de outro regime, outro tempo, outra ideologia. As palavras são importantes e basta meia dúzia para revelar todo um programa, todo um pensamento, ou a sua completa ausência. É pelo menos próprio de quem não sabe o que diz, de quem não percebe o que diz, de quem padece de graves dificuldades interpretativas quanto ao que lhe dizem. Mas haja alguém que lhe meta na cabeça que há coisas que não se dizem. Obrigados e saudações.

11:35 da tarde  

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