sexta-feira, setembro 18, 2009

O Presidente que quis concorrer às legislativas e vai perder

O ano passado, a propósito de um plágio na Wikipedia de um texto meu no site do Instituto Camões, uma troca de comentários na caixa do post aqui publicado, fez-me lembrar uma anedota freudiana em que um tipo empresata um caldeirão a outro e quando o recebe de volta com um furo queixa-se, mas tem como resposta: primeiro, o caldeirão não está furado; segundo, já mo emprestou furado; terceiro, nunca me emprestou nada.
Hoje, ao ouvir o director do Público dizer que o mail foi forjado mas isto prova que invadiram o servidor do jornal (logo o SIS, à boa maneira maoísta...), lembrei-me da anedota.
Isto está tão mau que até Louçã faz boa figura, centrando a questão não no assessor mas no Presidente (como as palavras deste sobre a notícia de hoje bem revelam, de novo). Soares não resistiu a querer ser de novo Presidente, Cavaco não resiste a querer acumular Belém e S. Bento. Mas estes casos só interessem a quem queira ou apoie campanhas de casos.

PS - Depois das declarações do director do jornal e do seu dono, acerca de políticos que querem controlar o jornal, o dia não chegou ao fim sem a notícia (notíciário das 22h da RTP2) de a Administração do jornal informar que parece, afinal, não ter acontecido qualquer intrusão no sistema informático do jornal, o que não se encontra noticiado no Público online mas coincide com a notícia do inquérito interno. Resta saber quando chegam as desculpas do caluniador e seu patrão. Do aproveitamento de um desesperado PCP e do PCP da Direita, nada a dizer, seria eprda de tempo.

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2 Comments:

Anonymous propranolol disse...

Nem mais!

1:51 da tarde  
Blogger Marco António do Couto Antão Gomes da Raquel disse...

Breve momento de formação cívica
Hoje vamos definir a doença, os sintomas e o seu tratamento.

Paranóia - distúrbio de personalidade do 1º grupo

“ Paranóia ou paranoia (do grego antigo παράνοια, "loucura", composto de παρα-, "fora" e do tema afim a νοῦς "mente") é uma psicose que se caracteriza pelo desenvolvimento de um delírio crónico (de grandeza, de perseguição, de zelo etc.), lúcido e sistemático, dotado de uma lógica interna própria, não estando associado a alucinações. A paranóia não acarreta o deterioramento das funções psíquicas externas à actividade delirante. Estas duas últimas características a distinguem da esquizofrenia paranóide.
No indivíduo paranóico, um sistema delirante amplo e totalmente desfasado da realidade pode coincidir com áreas bem conservadas da personalidade e do funcionamento social do sujeito, pelo que a repercussão da paranóia no funcionamento geral do indivíduo é muito variável a bizarria dos comportamentos do indivíduo depende do âmbito mais ou menos restrito do sistema delirante, pois a atitude geral é coerente com as convicções e suspeitas; por exemplo, quando o delírio é amplo, integrando todos os familiares ou colegas de trabalho num conflito prejudicial ao sujeito, as suas atitudes de defesa e/ou de vingança tornam-se tão inadequadas e graves que conduzem a graves defeitos pessoais e sociais. Os conteúdos típicos dos delírios incluem a perseguição, o ciúme, o amor (erotomania) e a megalomania (crença na própria posição e poder superiores).
Sintomas
Habitualmente, não existem outros sintomas de doença mental. No entanto, a ira, as suspeitas e o isolamento social marcam uma crescente modificação no indivíduo, no sentido de uma alteração do comportamento, que se torna cada vez mais excêntrico. Os paranóicos raramente vêem a si próprios como doentes e geralmente só recebem tratamento quando amigos ou parentes os forçam a isso.
Tratamento e prognóstico
Quando a doença aguda é tratada cedo com anti psicóticos, o prognóstico é bom. Nos distúrbios crónicos, os delírios estão, em geral, firmemente enraizados, embora o uso de fármacos possam atenuá-los. No entanto, é difícil o controle a longo prazo através de uma terapêutica de manutenção quando a pessoa não tem consciência da sua própria doença”.

Uma outra breve definição, muito acertada, do meu ponto de vista, por sinal.


“ É considerada uma doença psiquiátrica cuja característica central é um delírio (ideias falsas) bem organizado?! geralmente com teor repetitivo. As ideias falsas persistem no tempo e são contraditórias às evidências da realidade, … A paranóia também designa a mania da perseguição”.
“O tipo mais comum destes distúrbios mentais é o delírio paranóide em que o indivíduo se sente especialmente perseguido e ameaçado por outros – a terrível mania da perseguição que consome e destrói”.
“No paranóico um sistema delirante amplo e desfasado da realidade … gerando-se no paranóico um conflito em que considera na generalidade que todos os indivíduos que o cercam o pretendem prejudicar, as suas atitudes de defesa ou de vingança tornam-se tão inadequadas e de extrema gravidade que conduzem a situações de extremas e graves deformações pessoais que podem prejudicar a sociedade que o cerca. Portanto no delírio paranóide o indivíduo sente-se perseguido e ameaçado por outros”.
“Os paranóicos raramente se vêem a si próprios como doentes e normalmente só aceitam tratar-se por convencimento insistente de parentes ou amigos. Não se consideram doentes e não se querem tratar. A pessoa não tem consciência do seu próprio estado, da sua própria enfermidade”.

Recomendo a leitura do livro “ A Paranóia ” de Júlio de Matos (1856-1922)

e uma cortesia de amigo….Tratem-se

Marco António da Raquel
Fontes: Wikipédia e http://www.portugal-linha.net/arteviver/new_page_15.htm

2:28 da tarde  

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