sexta-feira, agosto 14, 2009

Quando a ficção se torna realidade

Segundo os cientistas que vêm decifrando toda a informação contida no genoma humano, somente 0,1% do dito genoma nos distingue, o que significa que partilhamos 99,9% do nosso património genético. Actualmente existem variados esforços no sentido de se criar um mapa dos padrões de variação genética entre os seres humanos para permitir investigar o que pode afectar a saúde e o modo como as doenças com origem em vários genes são ou não influenciáveis. Escusado será dizer que estamos perante um admirável mundo novo que tal como o livro escrito por Aldous Huxley que brevemente será adaptado, poderá possibilitar a emergência de um (hipotético) futuro biologicamente e psicologicamente ultra-estruturado. Se for esse o caso, valha-nos o “selvagem” John que, visto como algo aberrante, cria um fascínio estranho entre os habitantes do "admirável mundo novo".
Mais tarde, Aldous Huxley escreveu outro livro chamado "Retorno ao Admirável Mundo Novo", que se caracteriza por um ensaio onde demonstra que muitas das "profecias" da sua obra estavam a ser realizadas graças ao progresso científico. Actualmente, estaremos assim tão longe destas ideias?

2 Comments:

Blogger Carlos Pires disse...

O conhecimento pode implicar alguns riscos. Mas protegeríamos melhor a nossa liberdade com o desconhecimento?

4:01 da manhã  
Blogger David Soares disse...

Caro Carlos Pires,

Conhecer é um risco e o conhecimento é fundamental para o exercício da liberdade.
Mas o cientificamente possível é eticamente viável? O que valorizamos quando pretendemos conhecer? Como nos situamos perante "o admirável mundo novo"?
Qual a relação entre liberdade e responsabilidade?

12:43 da tarde  

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